BALUARTES

SANTA TERESINHA

Desde a fundação de nossa Comunidade ela está presente, como grande amiga do Carisma. Conforme prometeu, derrama uma chuva de rosas a todo instante sobre nossa vida. Sua vida serve de modelo e exemplo para nós, mas especialmente nos seguintes aspectos:

>>A forma como Teresinha se uniu à Paixão de Cristo e como viveu o amor ao sofrimento. Não desejava o sofrimento em si mesmo, mas sempre em vistas da união com Jesus. É assim que devemos viver essa dimensão em nossa vocação. Seus dias finais nessa terra, sua fortaleza e resignação, sua pacificação e alegria mesmo em meio aos mais terríveis sofrimentos são modelo para nós de como realizar essa união com Jesus Árvore da Vida.

>>Quando criança escolheu tudo, entendendo posteriormente o que vinha a ser isso em sua vocação. Nosso desejo de curar as feridas de Cristo no mundo nos faz escolher tudo e todos, sem distinção. Portanto, em nosso Carisma não há um trabalho específico a realizar na Igreja e no mundo, mas todos os trabalhos que o Senhor nos chamar a realizar para curar suas feridas. Com Teresinha, escolhemos tudo.

>>Como Teresinha, é pela oração e sacrifício que ganharemos almas para Deus. Portanto, nos pequenos sacrifícios do dia a dia, no seguimento da Pequena Via, temos a certeza de levar almas até Jesus. Seja no serviço de limpeza, no serviço da cozinha, dando carona a alguém, sorrindo, estamos amando nas pequenas coisas e colaborando com a salvação da humanidade, porque todo sacrifício, por menor que seja, unido ao sacrifício de Cristo, é redentor. Dessa forma, devemos fazer tudo, absolutamente tudo, com amor.

>>Acreditamos na salvação das almas dos mais pecadores, como Teresinha acreditava. Por isso rezamos e nos ofertamos no dia a dia pelas situações mais impossíveis aos homens, mas perfeitamente possíveis a Deus (cf. Lc 1,37).

>>A vivência do amor em Teresinha é uma realidade que não espera. Ela sabe que a vida é um brevíssimo segundo e que para amar a Deus e ao próximo só temos hoje. Assim deve ser a vivência do amor no Carisma Árvore da Vida: sabendo da brevidade de nossa existência, não devemos fazer o amor esperar por nós. É preciso amar hoje, amar agora, amar sempre, amar a todos, amar a mais. Isso significa amar no agora e por toda a vida, amar sem distinção e, quando pensamos ter chegado no limite do amor, descobrirmos que é possível ir além e amar ainda mais.

>>A descoberta da vocação de Teresinha e de sua identificação com o Amor devem nos inspirar constantemente, dia após dia, a sermos em tudo e para todos o Amor.

>>Teresinha dizia que encontrava tudo no Evangelho e que o amor era seu resumo. Por isso dizemos em nossa vocação que viver o Evangelho é somente amar a Deus, mas amar a Deus em todo aquele que necessitar de nós.

 

 

SÃO BENTO

Nosso Pai São Bento está presente desde a fundação da Comunidade Católica Árvore da Vida como baluarte de nossa vocação, uma vez que o retiro no qual Deus inspirou nosso fundador a iniciar a vida comunitária aconteceu em um mosteiro beneditino.

Ainda nesse retiro, pela ação da Providência de Deus, ele teve o primeiro contato com a vida de São Bento e sua espiritualidade, encontrando nelas muitas respostas aos anseios para seu coração, percebendo assim a clara identificação da obra que nascia com o Patriarca.

Por ser exemplo a ser imitado e espelho para toda a Comunidade Católica Árvore da Vida é que São Bento é um dos baluartes de nossa vocação.

>>Diante da sociedade desgastada e em clara decadência, seja em sua estrutura ou em suas ideias e ensinamentos, encontramos como melhor caminho para servir à sociedade, sair dela, o que procuramos realizar tanto no recolhimento da Comunidade de Vida quanto interiormente. Em seu tempo, São Bento o fez de forma radical, ao refugiar-se na gruta de Subiaco.

>>Como São Bento, cremos que a oração é o último recurso quando todos os outros já foram esgotados (cf. RB 28,4) e que, agindo pela oração, criamos em nós uma vida interior que transborda em uma vida exterior totalmente marcada pelo Espírito.

>>Dele aprendemos a fazer de nossas residências comunitárias, mosteiros, escolas de serviço do Senhor (cf. RB Prol.,45), razão pela qual todas as nossas casas se chamam mosteiros, nos quais servimos ao Senhor primeiramente pelo Ofício Divino.

>>Pela pobreza, ensina-nos o Patriarca, ao dizermos que nada é nosso, fazemos imediatamente que tudo seja de Deus. Portanto, tudo que usamos é elevado ao valor de sagrado, razão pela qual buscamos cuidar e conservar de todos os bens que nos são confiados.

>>Nosso Pai São Bento nos ensina que o silêncio é um meio ascético, mas seu fundamento está em afastar os obstáculos que fecham as portas da alma e nos ensurdecem o coração. Portanto, silenciar é escutar o outro, prestar-lhe reverência, reconhecer sua existência, reconhecer que o outro é um portador para mim da Palavra de Deus.

>> A Santa Regra de Nosso Pai São Bento guiou nossa vocação em seus inícios, razão pela qual ela jamais deixará de ser uma segura referência para nós. Aliás, essa honra e reverência prestada aos Pais é outro ensinamento de Nosso Pai São Bento (cf. RB 73).

>>Contamos com a intercessão de Nosso Pai São Bento antes de nossa fundação, durante toda nossa história e certamente contaremos com ela por todos os nossos dias.

Que cada vocacionado ou membro da Comunidade o invoque filialmente e busque imitar seus exemplos.